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Passaram-se muitas estações desde a última carta escrita…

Ainda me recordo claramente tal dia: Eu via um pôr-do-sol avermelhado através de uma grande veneziana em uma biblioteca, o céu estava rosado devido o frio, se tonalizando com o lilás da noite que estava por vir, e meu coração se dilacerava em nostalgias espinhosas a cada letra eternizada no papel. Em mãos eu tinha um café muito doce e ainda quente demais pra se beber com pressa, que —talvez— fora o motivo de minha carta ter sido tão apaixonada e detalhada. O vapor subia, dando contraste ao cenário que meus olhos usavam pra se distrair. Escrevi uma carta grande, levantei, percorri os corredores vazios que ecoavam cada passo apressado dado, abri a grande e iluminada porta de vidro da saída, vomitei minha saudade pelos olhos, sequei-as, antes que denunciassem meu estado interno, e antes que eu me dirigisse ao metrô, rasguei a carta em oito pedaços. Rasguei na esperança que o passado fosse levado com o vento como aqueles pedaços de folha —que mais pareciam cacos de minha alma— sequei outra lágrima, apertei meu rosto com as mãos, olhei para o céu como quem clama em desespero a cura de uma chaga mortal, olhei para frente e parti; Ali acabou meu dia —e também o resto do ano.
[…]
Não é sempre que as palavras caem no papel de forma harmoniosa, e, mesmo que as inspirações viessem acalentar meus pensamentos, eu não escreveria. Ao escrever, minhas memórias se reacendem dentro de mim, me fragilizando mais do que é de meu agrado. Dizem que os olhos são as janelas da alma, mas se alguém realmente quiser saber sobre a saúde de minha alma, basta interpretar os meus textos com a mesma sintonia que eu os escrevi.
Pela janela eu via as folhas secas cadentes dançarem, trazendo o outono e todos os seus dias calmos. Vai-se embora o verão sem se despedir, e da mesma forma que veio sem ser bem-vindo, tal como o amor; Meu espírito nunca foi de dar boas vindas ao calor. Sinto que nele tudo é mais cansativo, mais passageiro, mais tedioso, e com certeza menos inspirador.
Os tempos frios vieram, e ironicamente o amor queimando torna saudade mais ardente. Incinera-me por dentro sem dó, enquanto minha pele se contrai com o frio das tardes solitárias, apenas lembrando de vidas que vivi com a pessoa mais linda desse mundo, a perfeição em carne, osso, e olhares famintos. Um corpo que parece ter sido modelado ao meu, dando o encaixe de um abraço perfeito. Cabelos negros como a noite, pele branca como a lua, olhos cintilantes como estrelas em fulgor […] Sinto tanta saudade de nós…
Vai-se outra estação, outras dores, outros pedaços de mim. A casa vazia assiste meu peito se rasgar. Fecho a janela, respiro fundo, choro um pouco, lembro, choro, lembro, choro… e durmo —na esperança de sonhar com você, e ali te ter pra mim.”
Annd Yawk (via sabedorias)

Passaram-se muitas estações desde a última carta escrita…

Ainda me recordo claramente tal dia: Eu via um pôr-do-sol avermelhado através de uma grande veneziana em uma biblioteca, o céu estava rosado devido o frio, se tonalizando com o lilás da noite que estava por vir, e meu coração se dilacerava em nostalgias espinhosas a cada letra eternizada no papel. Em mãos eu tinha um café muito doce e ainda quente demais pra se beber com pressa, que —talvez— fora o motivo de minha carta ter sido tão apaixonada e detalhada. O vapor subia, dando contraste ao cenário que meus olhos usavam pra se distrair. Escrevi uma carta grande, levantei, percorri os corredores vazios que ecoavam cada passo apressado dado, abri a grande e iluminada porta de vidro da saída, vomitei minha saudade pelos olhos, sequei-as, antes que denunciassem meu estado interno, e antes que eu me dirigisse ao metrô, rasguei a carta em oito pedaços. Rasguei na esperança que o passado fosse levado com o vento como aqueles pedaços de folha —que mais pareciam cacos de minha alma— sequei outra lágrima, apertei meu rosto com as mãos, olhei para o céu como quem clama em desespero a cura de uma chaga mortal, olhei para frente e parti; Ali acabou meu dia —e também o resto do ano.
[…]
Não é sempre que as palavras caem no papel de forma harmoniosa, e, mesmo que as inspirações viessem acalentar meus pensamentos, eu não escreveria. Ao escrever, minhas memórias se reacendem dentro de mim, me fragilizando mais do que é de meu agrado. Dizem que os olhos são as janelas da alma, mas se alguém realmente quiser saber sobre a saúde de minha alma, basta interpretar os meus textos com a mesma sintonia que eu os escrevi.
Pela janela eu via as folhas secas cadentes dançarem, trazendo o outono e todos os seus dias calmos. Vai-se embora o verão sem se despedir, e da mesma forma que veio sem ser bem-vindo, tal como o amor; Meu espírito nunca foi de dar boas vindas ao calor. Sinto que nele tudo é mais cansativo, mais passageiro, mais tedioso, e com certeza menos inspirador.
Os tempos frios vieram, e ironicamente o amor queimando torna saudade mais ardente. Incinera-me por dentro sem dó, enquanto minha pele se contrai com o frio das tardes solitárias, apenas lembrando de vidas que vivi com a pessoa mais linda desse mundo, a perfeição em carne, osso, e olhares famintos. Um corpo que parece ter sido modelado ao meu, dando o encaixe de um abraço perfeito. Cabelos negros como a noite, pele branca como a lua, olhos cintilantes como estrelas em fulgor […] Sinto tanta saudade de nós…
Vai-se outra estação, outras dores, outros pedaços de mim. A casa vazia assiste meu peito se rasgar. Fecho a janela, respiro fundo, choro um pouco, lembro, choro, lembro, choro… e durmo —na esperança de sonhar com você, e ali te ter pra mim.”
Annd Yawk (via sabedorias)



É engraçado.. não dá pra explicar, é uma coisa que vai percorrendo o teu corpo e quando você vê, você está tendo calafrios, suas mãos estão suando e seus dedos ficam se entrelaçando.

Será amor isso? Bom.. se é amor eu não sei.. Só sei que seu sorriso é o sorriso mais lindo do mundo, que o teu olhar consegue me deixar completamente descontrolada e que a maneira que você se faz de desentendido me faz querer te apertar todinho. Sei também que não consigo parar de te caçar no meio da multidão, e quando eu te encontro, eu abro apenas um sorriso espontâneo. Reconheço também o fato de eu pensar em você todas as horas do dia e pensar no que a gente estaria fazendo se estivessemos juntos, e com esse pensamento, vem aquele meu sorriso acompanhado de um arrepio gostoso.


“- Pe?
- Hm.
- Pepe?
- Hm.
- Pedro??
- Hm.
- Pedro Gabriel?! Me responde direito, poxa.
- Oi amor, são 2 da manhã e amanhã eu tenho que acordar cedo… To fazendo o que posso.
- Desculpa.
- O que você quer?
- Pode deixar..
- Agora que já me acordou, fala.
- Tive um pesadelo, só isso…
- Vem cá. - Ele a puxa pelo braço, ela recusa.
- Agora não precisa mais, já passou.
- Amor.
- Oi Pedro.
- Ficou com raiva?
- Não, só acho que você tem razão, tem que acordar cedo amanhã e eu não devia ficar te acordando por causa de qualquer besteira. Pode voltar a dormir.
- Só se você dormir abraçada comigo. - Ele a puxa pelo braço e dessa vez ela aceita.
- Pra que?
- Pra eu ter certeza que a minha princesa não vai ter mais nenhum pesadelo.”
FuckVampire   (via visivel)

1 year ago · 7,047 notes · reblog
originally 28junho · via livro-novo
“- Pe?
- Hm.
- Pepe?
- Hm.
- Pedro??
- Hm.
- Pedro Gabriel?! Me responde direito, poxa.
- Oi amor, são 2 da manhã e amanhã eu tenho que acordar cedo… To fazendo o que posso.
- Desculpa.
- O que você quer?
- Pode deixar..
- Agora que já me acordou, fala.
- Tive um pesadelo, só isso…
- Vem cá. - Ele a puxa pelo braço, ela recusa.
- Agora não precisa mais, já passou.
- Amor.
- Oi Pedro.
- Ficou com raiva?
- Não, só acho que você tem razão, tem que acordar cedo amanhã e eu não devia ficar te acordando por causa de qualquer besteira. Pode voltar a dormir.
- Só se você dormir abraçada comigo. - Ele a puxa pelo braço e dessa vez ela aceita.
- Pra que?
- Pra eu ter certeza que a minha princesa não vai ter mais nenhum pesadelo.”
FuckVampire   (via visivel)

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“Vamos, me deixe abraçar você,
Tocar você,
Sentir você,
Sempre
Beijar você,
Provar você
A noite inteira
Sempre.”
Blink 182  (via tekpix)

“Vamos, me deixe abraçar você,
Tocar você,
Sentir você,
Sempre
Beijar você,
Provar você
A noite inteira
Sempre.”
Blink 182  (via tekpix)

“Tanta coisa que aborrece, entristece, magoa, e eu continuo sorrindo, com muito esforço. Prometi ser corajosa. Prometi ser gentil. Estou exausta, mas estou tentando.”
Sara (via sarathought)

“Tanta coisa que aborrece, entristece, magoa, e eu continuo sorrindo, com muito esforço. Prometi ser corajosa. Prometi ser gentil. Estou exausta, mas estou tentando.”
Sara (via sarathought)

“Disfarçando entre os compromissos, eu passo os dias inteiros esperando você entrar por uma porta qualquer e as coisas acontecerem.”
Camila Costa.  (via cantura)

“Disfarçando entre os compromissos, eu passo os dias inteiros esperando você entrar por uma porta qualquer e as coisas acontecerem.”
Camila Costa.  (via cantura)